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Consideraçõezecas.

por naomedeemouvidos, em 14.03.19

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O padre Vítor Melícias, um homem de fé e da honra que apoia Tomás Correia no comando, ou desmando, do Montepio, veio dizer que não é "um secretariozeco ou um ministro" (zeco, imagino) que vai afastar o liderzeco (digo eu) que o senhor e outras sumidadezecas escolheram democraticamente, era o que faltava. Seria pecado, até. Ou pecadozeco, vá, que um padre também tem o direito de perder as estribeiras e, em vez de dar a outra face, como ensina a Bíblia, dar antes sermões…zecos.

 

Os espanhóis, sacanas, querem eliminar Portugal, se não do mapa, da história da circum-navegação, depois de os portugueses, aparentemente, terem tentado algo parecido numa primeira acostagem. Fernão Magalhães parece condenado a trair a pátria mesmo depois de morto, que há gente que não perdoa. Ao contrário dos padres.

O jornal ABC escandalizou-se com a ousadia portuguesa de candidatar a Património da Humanidade, junto da UNESCO, a famosa e histórica viagem de circum-navegação sem evidenciar o importante papel da coroa espanhola naquele feito e pediu um parecer à “Real Academia de la Historia” que confirmou que tudo na primeira volta ao Mundo foi espanhol.

A nossa ministra da Cultura já veio dizer que a polémica à volta do tema é artificial e o ministro dos Negócios Estrangeiros garante que Portugal e Espanha estão a trabalhar numa candidatura conjunta da dita viagem ao tal Património que é de todos. Eu, vergonhosamente, não sei História suficiente para saber quem está a enganar quem.

 

Depois do crowdfunding, as greves de fome. Algumas greves têm razões que a própria razão desconhece e, suponho, a barriga também. A greve de fome do enfermeiro Carlos Ramalho resistiu dois dias, tendo começado logo a seguir a um tranquilo almoço de lulas. Recheadas, que a coisa prometia, era “até cair de morto”, se fosse necessário. Veremos quanto dura a do presidente do Sindicato Unificado da PSP. Por agora, é por tempo indeterminado, que é como quem já disse até “ter problemas de saúde e ter de ser hospitalizado”. É bom ver este antigo método pacífico de resistência e protesto democratizar-se, elegantemente e sem histerismos, alargando-se a temas mais... comezinhos.

 

No Reino Unido ninguém se entende, ninguém diria. Afinal, quem é que ainda quer o Brexit? Além da esgotada Theresa May? Os ingleses não querem sair com acordo, não querem sair sem acordo e, provavelmente, não vão votar favoravelmente ao prolongamento do prazo de saída da União Europeia. John Bercow bem pode continuar a gritar “order, order!, numa tentativa de acalmar os deputados da Câmara dos Comuns, mas, o melhor era arranjar uns quantos-queres e pôr a malta a tirar à sorte o destino dos britânicos. Pelo menos, divertiam-se e a senhora May descansava um bocadinho. Anyway, tudo muito pouco british...

 

Haverá mais. Muito mais. O mundo não pára.

publicado às 08:48

"Stupid you!"

por naomedeemouvidos, em 20.12.18

    Há uns anos, a propósito da discussão ainda não esgotada (infelizmente) sobre a igualdade entre homens e mulheres, nomeadamente, no mercado de trabalho, alguém dizia que só teríamos igualdade quando a uma mulher incompetente fosse permitido ocupar um lugar de topo numa empresa.

    Na altura, lembro-me de achar a afirmação um pouco forçada, mas percebi a intenção. Uma mulher tem sempre mais a provar. Talvez, menos hoje do que ontem e menos amanhã do que hoje, mas a realidade ainda é esta. Se, além disso, a mulher é atraente, terá de provar o dobro, até ser possível, como devia ser normal, avaliá-la exclusivamente pelo profissionalismo (ou falta dele, também), em vez de se lhe apreciar o ar saudável ou os trapinhos que veste. Continua a acontecer, não vale a pena negar, como não vale a pena choramingar. Contraria-se, com firmeza, não permitindo abusos, muito menos, retrocessos.

    Apesar de todos os progressos que fomos fazendo, ainda há características que significam coisas diferentes, consoante se apliquem a um homem ou a uma mulher. E, isto, falando de países “privilegiados”, onde as mulheres não são diminuídas e humilhadas por decreto, como acontece por esse mundo fora, mas que não é ao que venho. Se, num homem, teimosia e arrogância, por exemplo, podem chegar a qualidades dignas de elogios - absolutamente imprescindíveis, até, em alguns casos - numa mulher serão quase sempre encaradas como defeitos. No limite, e em sentido contrário, um homem teimoso e arrogante pode até ser antipático; mas, uma mulher teimosa e arrogante facilmente atinge o estatuto de histérica. O insulto, ou a sua intenção, também tem género. Se um homem se torna impertinente ou arrogante para lá da conta, ninguém lhe atira com um “deves ter falta de sexo”, coisa que as mulheres impertinentes e arrogantes, à falta de “paciência” e de argumentos mais inteligentes, ouvem com relativa frequência e facilidade.

    Ontem, Jeremy Corbyn irritou-se com Theresa May e, na tal impaciência que se permite a alguns homens, incapacitado de melhor argumento, verbalizou a raiva em surdina chamando stupid woman à sua primeira-ministra, a ultrajante deselegância implacavelmente denunciada pela magnífica dicção britânica, tornando ridiculamente cobarde a tentativa de substituir woman por people para justificar a inacreditável boçalidade.

    Já há mulheres incompetentes a ocupar cargos de topo. Talvez, é certo, sejam dispensadas mais prontamente do que os homens. Daí que, é possível que alcancemos a plena igualdade entre homens e mulheres apenas e quando chegarmos à suprema igualdade na forma do insulto.

 

P.S. Entretanto, depois de publicar isto, li isto, escrito com a elegância e a eloquência do costume.

publicado às 15:45

Exit the Brexit?

por naomedeemouvidos, em 10.12.18

Não sei se é possível dizer, sem sombra de dúvida, se Theresa May é realmente a favor do Brexit, ou se lhe tocou defender um projecto em que não acredita. Se já é difícil defender posições não consensuais quando nelas acreditamos com toda a convicção, imagine-se quando estamos a tentar defender algo em que cremos pouco ou nada.

Certo é que já se ouviram, pelo menos, antes do referendo, opiniões contraditórias sobre a posição da primeira-ministra do bastante dividido Reino Unido.

Aparentemente, não é a falar que os britânicos se entendem. Será a rir?

publicado às 18:27

Exit the Brexit.

por naomedeemouvidos, em 15.11.18

O que nasce torto tarde ou nunca se endireita.  E, assim, Theresa May e o Reino Unido continuam reféns de um insano acordo que, afinal, parece que ninguém quer. Dizem que é desta. O acordo será finalizado e formalizado a 25 de Novembro. Será?

 

publicado às 09:27

Fake you!

por naomedeemouvidos, em 16.07.18

 Donald Trump voltou a ser Donald Trump. Depois das histéricas ameaças à NATO, depois dos insultos mais ou menos velados a Theresa May, depois dos disse-e-não-disse travestidos de fake news – tão caras ao próprio – o presidente dos EUA destratou, com pompa e circunstância, a rainha Isabel II.

Pessoalmente, não me incomoda muito que um homem rude, malcriado e estilo arruaceiro de esquina mal frequentada atropele protocolos monárquicos e, pelo meio, sua alteza a rainha-mãe. Não tenho qualquer afinidade com a monarquia, em nenhuma das suas vertentes. Mas, choca-me profundamente que um brutamontes desrespeite, ostensivamente e para o mundo inteiro ver, uma senhora de 92 anos e, ainda mais, sendo seu convidado.    

No entretanto, Donald Trump anunciou que será candidato a um segundo mandato como presidente da América, porque não vislumbra nenhum democrata capaz de lhe fazer frente. É natural. É sempre difícil argumentar com lunáticos. Mais ainda, com lunáticos que são, ao mesmo tempo, mentirosos compulsivos e candidatos brilhantes ao prémio de melhor bully do ano. Se fiquei absolutamente pasmada com a primeira eleição deste homem, já não me espantaria que voltasse a arrebatar a presidência dos EUA. Afinal, muitas são as críticas que lhe tecem, mas, a verdade é que o estilo vai colhendo frutos…

 

publicado às 14:09



“Nada na vida deve ser temido; apenas compreendido.” Marie Curie.

É só o que eu acho...

"A idade não traz só rugas e cabelos brancos." E, como digo ao meu filho, "Nem sempre, nem nunca."

Sou mulher, pelo que, metade(?) do mundo não me compreende. Tenho opinião sobre tudo e mais alguma coisa, pelo que, na maioria das vezes estou errada. E escrevo de acordo com a antiga ortografia, pelo que, não me dêem ouvidos...

Eu Sou Assim

Idade - Tem dias.

Estado Civil - Muito bem casada.

Cor preferida - Cor de burro quando foge.

O meu maior feito - O meu filho.

O que sou - Devo-o aos meus pais, que me ensinaram o que realmente importa.

Irmãos - Uma, que vale por muitas, e um sobrinho lindo.

Importante na vida - Saber vivê-la, junto dos amigos e da família.

Imprescindível na bagagem de férias - Livros.

Saúde - Um bem precioso.

Dinheiro - Para tratar com respeito.


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